EGITO – Fruto de minha paixão (particular) por artes… Desde a intrigante “arte da morte” onde as pirâmides até hoje exercem fascínio em nós, mesmo que sejam apenas “o amontoado de pedras dispostas organizadamente”.
Assim “se pensa o Egito”, então, com as inúmeras notícias recentes, passamos a um olhar atual e novo sobre aquela gente – que não é apenas “herdeira dos faraós” e sim um povo que passou por uma situação política estrutural bem recente…

Manifestantes ocupam as ruas de Alexandria, cidade do Egito, no 18° dia de protestos - fonte folha
Depois de muita manifestação popular, nesta sexta-feira (11/02) Hosni Mubarak cedeu a pressão e renunciou a presidência do Egito depois de 30 anos no poder absoluto.  A decisão foi anunciada pela Vice-presidente Omar Suleiman, o mesmo disse também que um conselho militar assumirá o poder. O ex-presidente e sua família, deixaram o Cairo, capital do Egito, rumo ao balneário Sharm el-Sheikn.

Mubarak assumiu a presidência em 14 de outubro de 1981, depois da morte do então presidente Anwar Sadat, de quem era vice. A sucessão aconteceu oito dias após o assassinato de Sadat. Mubarak foi comandante-chefe da Força Aérea, o que levou Sadat a escolhê-lo como vice. Sua atuação na guerra de Yom Kippur com Israel fez com que fosse promovido a marechal.

Na última eleição em 2005, a participação popular foi bem pequena: com apenas 23 % do eleitorado, fazendo com que Mubarak fosse eleito com 88,5% dos votos. O ex-presidente vive uma rotina bem rígida e regrada que tem início diariamente às 6h.

Através de sua liderança, o Egito viveu e está em um período relativo de estabilidade doméstica e desenvolvimento econômico, por isso a maior parte da população aceitou sua monopolização no poder. Não havia um sucessor óbvio para assumir o cargo, grupos de oposição temiam que Gamal Mubarak, filho do então presidente e ex-investidor assumisse o poder, mas foi negado por Mubarak.

Marabak - Egito - fonte Folha

A reputação de sua força física já não estava tão certa, pois apresentava vários problemas de saúde, certas ocasiões ele se ausentava por bastante tempo ou não comparecia em algumas reuniões, com isso o povo egípcio já contava que ele não ficaria muito tempo mais no poder. Dito e feito. Depois de centenas de milhares de egípcios se manifestarem para exigir a renúncia de Marabak, ele cedeu e deixou o governo que até então era totalmente autoritário. A população mais feliz não poderia estar com a atual situação do país – resta agora saber os novos rumos – Tomara que sigam com a maior tranquilidade e paz, e permaneçam com estabilidade.